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Durante cinco dias, o design toma conta da cidade

A Lisbon Design Week está de volta. Entre 27 e 31 de Maio, o programa estende-se por mais de 80 espaços, alguns inéditos.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
"Para que servem as coisas?", no Mude
LUISA FERREIRA | "Para que servem as coisas?", no Mude
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“Um forte espírito de colaboração” é a promessa deste ano da Lisbon Design Week, entre 27 e 31 de Maio. A programação, distribuída por 11 zonas da cidade, estende-se por cerca de 80 espaços, desde estúdios criativos e galerias até espaços privados e hotéis. São mais de 150 criadores e cada participante é convidado a apresentar design português, sempre que possível com recurso a materiais de origem local.

“Embora não exista um tema único, o programa deste ano é guiado por ideias de inclusão, partilha e diálogo criativo”, lê-se em comunicado da iniciativa, que destaca a exposição “Design Feito à Mão”, patente no Arquivo Aires Mateus, em Campo de Ourique. “Partindo da jarra – um dos objectos mais antigos criados pelo homem –, a exposição explora a relação entre artesanato e design contemporâneo.”

A par da celebração do fazer manual, o programa da 4.ª edição destaca também “práticas experimentais e orientadas para o futuro”. Vários participantes exploram as possibilidades da tecnologia através do design e impressão 3D, como se vê na nova direcção da marca portuguesa Porventura na área dos acessórios, por exemplo. “Este diálogo entre a mão e a tecnologia reflecte uma das ambições centrais da Lisbon Design Week: apresentar o design português como um território simultaneamente enraizado e em constante evolução.”

Este ano, formaliza-se também uma parceria estratégica com o MUDE – Museu do Design, que já tinha sido anunciada em Dezembro e que procura aproximar o design da cidade e das suas comunidades criativas. Um dos pilares desta parceria é a open call Young Design Generation (YGD), dedicada a apoiar designers com menos de 35 anos. Em 2026, a iniciativa apresenta duas novidades importantes: uma obra selecionada integrará a colecção do MUDE e um dos designers participantes receberá um programa de mentoria.

Está ainda prevista uma nova secção, a Spotlight, dedicada a apresentações individuais centradas num único designer e reunindo obras de diferentes colecções ou momentos do seu percurso. Entre os convidados, estão Gonçalo Campos na Ligne Roset, Alan Louis na Fantastic Frank Lisbon, Vasco Fragoso Mendes no The Lisbonaire, Natasza Grzeskiewicz e Tomás Fernandes na Further Ther, Graça Pereira Coutinho na Her Clique, Emmanuel Babled na Galeria Tapeçarias de Portalegre, Diogo Amaro no ME Lisbon, Miguel Soeiro na CAM Shop Gulbenkian, Bernardo Figueiredo na QuartoSala e Noé Duchaufour-Lawrance na sua própria galeria, Made in Situ.

Outros momentos incluem a colaboração de João Gameiro, que traz a Lisboa a galeria de Antuérpia St. Vincents e o designer Nick Valentijn; a exposição e lançamento do Livro das Feiras de Felipa Almeida na histórica Farmácia Gomes, reunindo cerca de 60 artistas e reflectindo cinco anos de feiras temáticas no seu estúdio de Campo de Ourique; e o lançamento, pelo Atelier Daciano da Costa, da reedição da cadeira Osaka, de António Garcia. Além disso, o design brasileiro também irá assumir uma posição relevante nesta edição, incluindo no Conselho de Consultores da Lisbon Design Week, que em 2026 recebe um novo membro: o reconhecido arquicteto e designer brasileiro Guto Requena.

Todos os participantes integrarão um mapa disponível em formato digital e também em papel, através de 15 mil exemplares distribuídos em vários pontos da cidade. Para não perder pitada, o melhor é consultá-la online.

Vários locais (Lisboa). 27-31 Mai, vários horários. Entrada livre

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