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Nas primeiras décadas do século XX, um dos lugares mais chiques para se lanchar em Lisboa era a Pastelaria Bijou, situada na esquina da Avenida da Liberdade com a ruazinha ascendente que vai dar à Praça da Alegria, e a que alguns então chamavam “A rampa da Bijou”. A Bijou, também referida como “Pâtisserie Bijou des Avenues”, ou ainda “Bijou des Gourmets”) era um dos estabelecimentos da sua especialidade mais bem considerados de Lisboa, com os seus empregados fardados a rigor, calças escuras, jaqueta branca e gravata, e uma pequena esplanada que funcionava na Primavera e no Verão, e onde se serviam gelados “à italiana” muito elogiados à altura.
A Bijou abriu as portas perto do Natal de 1889, tendo como dono António José Alves. Num anúncio publicado na imprensa lisboeta, lia-se que tinha “variado sortimento de pastéis feitos à franceza, para o que contratou um bom artista francez”, e que se tratava de um estabelecimento “montado de fórma a competir com as melhores casas d’este género”. Outra publicidade frisava a qualidade dos “lunches” e dos “serviços de ‘soirées’”. Em 1907, devido a problemas com o senhorio, causados, ao que parece, por obras feitas sem a autorização deste, a Bijou teve que fechar e que se mudar para um prédio no outro lado da Avenida de Liberdade, reabrindo um ano depois com instalações igualmente requintadas. A Pastelaria Bijou ainda festejou o seu centenário, para fechar já no nosso século.
Coisas e loisas de outras eras
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