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Porto Salvo inaugura praça com anfiteatro junto à Ribeira da Lage

Na fronteira com o município de Cascais, Isaltino Morais vai inaugurar esta sexta-feira, 28 de Fevereiro, a nova Praça de Talaíde.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Nova Praça de Talaíde
DR | Nova Praça de Talaíde
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"Uma nova imagem do concelho" e "melhor qualidade de vida" para quem ali vive. É sob esta dupla função que se inaugura na sexta-feira, dia 28 de Fevereiro, a nova Praça de Talaíde, em Porto Salvo, concelho de Oeiras. A primeira fase da obra foi executada em 2022, dando-se agora por completa a requalificação da zona junto à Ribeira da Lage.

O investimento de cerca de 972 mil euros serviu para construir um anfiteatro, instalar mobiliário urbano e criar ligações pedonais entre a zona da praça e o Parque Urbano de Talaíde. "São pequenos arranjos destes que realmente transformam a cidade", considera o presidente do município, Isaltino Morais, numa visita ao espaço registada em vídeo para as redes sociais. Fica assim feita a ligação "adequada" para a Estrada de Talaíde, continuando para o Taguspark, a "cidade do trabalho" em permanente crescimento, para onde se mudaram nos últimos anos instituições como o Novo Banco, empresas tecnológicas e escritórios de advogados.

Praça de Talaíde, 2025
DR/CMOPraça de Talaíde, 2025
Praça de Talaíde em 2022
DR/UnikonstroiPraça de Talaíde em 2022

A ampliação do Taguspark, as ciclovias e o metrobus

Além da requalificação do espaço público, para toda esta área há planos de expansão que vão desde o ensino superior à vida sénior. “Nós temos terrenos reservados na zona do Taguspark, onde já está o Instituto Superior Técnico (IST), que podem permitir não só a expansão do Técnico, mas também a instalação de novas universidades", adiantava em Novembro o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, ao Diferencial, o jornal do IST. Na mesma entrevista, o autarca antevia uma "mudança significativa no Taguspark”, que deixou de ser um "dormitório" para receber pessoas que procuram "bom teatro, bom cinema, bons concertos". A pensar nos trabalhadores, a habitação será também introduzida no próprio parque. "No fundo, a ideia é criar condições para que as pessoas estejam a 5, 10 minutos da generalidade dos serviços". "Vai passar a haver mais vida, vai passar a haver melhores transportes”, garante o presidente.

O extinto SATU de Oeiras
DR/Teixeira Duarte ConstruçãoO extinto SATU de Oeiras

Sobre a mobilidade, está também nos planos uma rede de ciclovias em conexão com o Taguspark, tanto desde o Lagoas Park como da zona de Leceia. No final, será possível ir de bicicleta "de Paço de Arcos à Quinta da Fonte, ao Lagoas Park, ao Taguspark, do Taguspark para Leceia, Leceia-Vila Fria-Porto Salvo, ligando novamente à Estação Paço de Arcos”, explica o presidente. No âmbito dos transportes públicos, a já anunciada ideia de retomar o percurso do antigo SATU (o metro autónomo e overground de Oeiras) mas com um BRT (Bus Rapid Transit), o que tornaria possível fazer o percurso entre a estação de Paço de Arcos e o Taguspark em 8 a 11 minutos. 

Voltando a Talaíde, na vizinha Quinta de Santa Bárbara vai nascer uma residência sénior, declarou Isaltino Morais em Outubro nas redes sociais. Recorde-se que, há três anos, para que se pudesse começar a construir a nova praça, foram demolidos os anexos da antiga quinta, onde viviam dez famílias que foram, entretanto, realojadas pela Câmara.

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