"A Oferta", Jaime Welsh, MNAC
António Azevedo | "A Oferta", Jaime Welsh, MNAC
António Azevedo

As exposições em Lisboa a não perder este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
A Sociedade Nacional de Belas Artes reúne um "conjunto significativo de obras e documentos que permitem revisitar o perurso singular de Lourdes Castro". Entre obras e material documental, o conteúdo da exposição provém maioritariamente do acervo particular da artista.
  • Arte
  • São Sebastião
A Galeria Principal da Sede da Fundação recebe um diálogo singular entre obras relevantes da colecção do Museu Gulbenkian e notáveis criações de alta-costura dos últimos 150 anos. Em "Arte & Moda", cerca de 140 peças assinadas por alguns dos mais consagrados criadores de moda internacionais, como Christian Dior, Yves Saint Laurent, Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier ou Alexander McQueen, vão ser expostos lado a lado com obras de arte – do Antigo Egipto ao século XX.
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  • Arte
  • Baixa Pombalina
O MUDE fechou a agenda de inaugurações de 2025 com um olhar sobre 16 anos de criação de Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils. Entre as ruas e o atelier, são 73 as obras de edição limitada que ocupam o primeiro piso do museu. A curadoria é de Pedro Ferreira, designer industrial e membro da equipa do artista português, que reuniu num único espaço a diversidade de técnicas e temas que Vhils tem incorporado no seu trabalho desde 2008.
  • Arte
  • Belém
As esculturas de José pedro Croft ocupam o centro do espaço expositivo, mas não estão sozinhas. À volta, há gravuras, desenhos e relevos a compor a exposição individual de "um dos mais reconhecidos artistas portugueses", no piso zero do MAC/CCB. "A selecção de obras revela a investigação contínua do artista sobre temas como corpo, escala, espaço e arquitectura, e explora os limites entre plano e tridimensionalidade", lê-se no descritivo. A curadoria é de Luiz Camillo Osorio.
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  • Arte
  • Estrela/Lapa/Santos
"Antes da era do imediato, já havia imagens que circulavam de mão em mão" – o contexto histórico dá o mote para uma exposição dedicada à gravura no Museu do Oriente. Para assinalar os 25 anos da Associação de Gravura Água-Forte, o museu reúne "45 artistas de diferentes gerações e geografias, entre professores, convidados e membros fundadores da associação". A curadoria é de Fátima Ferreira, cofundadora da associação, e a exposição exibe técnicas como água-forte, água-tinta, ponta seca, buril, maneira negra e xilogravura.
  • Arte
  • São Sebastião
Na sua primeira exposição individual, Diogo Pimentão ocupa a Sala de Desenho do CAM, onde enaltece a natureza experimental do trabalho em desenho cruzado com a escultura, a arquitectura do espaço e a performance. Foi, aliás, com performance que a mostra arrancou, no final de Março. Ao conjunto de obras inéditas, juntam-se duas que resultam do momento inaugural, protagonizado pelo artista e pelo bailarino e coreógrafo Emmanuel Eggermont.
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  • Arte
  • Belém
Uma selecção de desenhos e fotografias dos anos 70 e 80 do século passado ocupa a MAAT Gallery por estes dias. São de Anna Maria Maiolino, artista brasileira, nascida em Itália, cujo trabalho "integra a reacção à abstracção e ao concretismo dominantes na arte brasileira" da década de 50. Ao conjunto de imagens, juntam-se as esculturas de argila que criou a partir dos anos 80 e que representam o núcleo central da exposição. Para a sua passagem pelo MAAT, Maiolino criou uma dezena dessas pessas em barro modelado no local.
  • Arte
  • Alvalade
À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. O artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve para construir um tempo histórico.
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  • Arte
  • Ajuda
O Museu do Tesouro real assinala o regresso da Primavera com uma exposição que não lhe é, de todo, alheia. A partir do património régio – plantas, matérias naturais e produtos vindos de diferentes partes do mundo –, a mostra explora a relação entre a natureza e o poder nas cortes europeias. De matérias-primas como o chá, o tabaco, o cacau e a pimenta até às pratas e porcelanas que faziam parte do quotidiano, a exposição propõe uma viagem no tempo e entre dois universos nem sempre associados.
  • Arte
  • Marvila
Dois nomes de peso da arte contemporânea em Portugal partilham o espaço da Galeria Francisco Fino. O primeiro é Helena Almeida, cuja obra, um teste constante à fronteira entre a pintura e o desenho, vai tomar conta do espaço numa exposição individual com trabalhos produzidos pela artista entre a década de 70 e os anos 2000. Simultaneamente, Vasco Araújo apresenta a instalação Interpretation is an interpretation is an interpretation..., composta por 170 desenhos sobre papel, som e citações de Pessoa, Sontag e Nijinski.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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