Alfama
© Duarte Drago | Miradouro das Portas do Sol
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25 coisas incríveis para fazer em Lisboa (para moradores e turistas)

De restaurantes onde tem de marcar mesa pelo menos uma vez na vida a lugares onde dar uso à máquina fotográfica, temos 25 sugestões de sítios para visitar e coisas para fazer em Lisboa.

Vera Moura
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Não é difícil tropeçar em coisas incríveis para fazer em Lisboa. A cidade está cheia de sítios novos para explorar, clássicos a que vale sempre a pena voltar e pequenas pérolas escondidas que, por vezes, nem os alfacinhas conhecem. Por isso mesmo, criámos uma lista com 25 coisas para fazer em Lisboa, a pensar em moradores e turistas, de uma ida a um restaurante com a sua própria lavandaria a uma tour por um cemitério. Se prefere fazer planos a curto prazo, espreite as melhores coisas que pode fazer em Lisboa, já este fim-de-semana. Vá, aproveite a cidade.

Recomendado: Os melhores restaurantes e Lisboa

25 coisas incríveis para fazer em Lisboa

  • Museus
  • São Sebastião

O que é? Um dos mais completos museus da Europa, com peças de arte que remontam ao ano 2000 a.C. Mas mais do que isso, é um espaço sempre aberto às famílias, com um dos mais bonitos e acolhedores jardins da cidade, uma sala de espectáculos com uma agenda preenchida de música clássica e uma biblioteca de arte. Em 2024 juntou-se à festa o CAM - Centro de Arte Moderna, cujo edifício tem assinatura do arquitecto Kengo Kuma.

Porquê ir? O Museu Calouste Gulbenkian, cujas portas abriram em 1969, é um espaço museológico da fundação com o mesmo nome, dona de mais de 6000 obras de arte. Há também exposições temporárias com peças que chegam de todo o mundo.

A não perder: Todos os anos, no mês de Julho, a festa Jardim de Verão ocupa a Gulbenkian ao longo de vários fins-de-semana com programação musical que vai da ópera ao hip-hop. O objectivo é chegar a novos públicos. 

  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
  • Recomendado

O que é? Uma tasca numa rua sem saída, nas mãos de uma chef que trocou o fine dining pela cozinha tradicional portuguesa.

Porquê ir? Porque as boas tascas estão em risco e porque vale a pena descobrir novos cozinheiros interessados nas velhas tradições à mesa. 

A não perder: O "belíssimo" bitoque, a "impecável" alheira com grelos, os "bons" pasteis de bacalhau e "melhores" croquetes, o "chouriço assado e vinho a jarro", as "conversas de vizinhança e paz de bairro", a mousse de chocolate "do caraças" e "cafés com cheirinho". Esta enumeração cheia de aspas vem da crítica de José Margarido, que lhe deu cinco estrelas.

+ As melhores tascas em Lisboa

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  • São Vicente 

O que é? Uma casa de fados instalada numa antiga capela com azulejos do século XVIII. 

Porquê ir? Foi tornado Património Cultural Imaterial da UNESCO em 2011, acontecimento que disseminou ainda mais o fado pela cidade. “Want a fado show?”, “Here’s the best fado show for tonight”, “We have a lovely fado night for you, my friends” são frases que se repetem em diferentes bairros, sobretudo em Alfama, vindas de homens e mulheres frente a pequenos restaurantes, de menu na mão. Como em tudo na vida, também no fado é preciso saber escolher e, por isso, nós damos uma ajuda – na Mesa de Frades é à confiança. Há músicos de segunda-feira a sábado, numa espécie de ementa com pratos do dia. Quem janta paga 65 euros por pessoa (o valor inclui bebidas e o espectáculo), mas também se pode aparecer mais tarde (a partir das 23.45) apenas para beber um copo e continuar a festa.

A não perder: A jovem Teresinha Landeiro às sextas-feiras.

  • Coisas para fazer

O que é? Um mercado do século XIX que começou por se chamar Mercado da Ribeira Nova e o povo, espantado por ver uma cúpula num mercado hortícola, chamava-lhe Mesquita do Nabo. As bancas com produtos frescos continuam a funcionar numa das alas, mas desde 2014 que se tornou o espelho da revista Time Out Lisboa. Foi o primeiro Time Out Market do mundo (hoje já são dez). 

Porquê ir? Tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade (com a presença de chefs como Marlene Vieira, Miguel Castro e Silva, Henrique Sá Pessoa e Vincent Farges), bares, espaços comerciais e uma sala de espectáculos. É o primeiro mercado do mundo em que tudo (com quatro ou cinco estrelas, nunca menos) é provado e escolhido a dedo por um painel independente de especialistas locais – os jornalistas e críticos da Time Out.

A não perder: Tudo. Se é bom, vai para a revista. Se é excelente, vai para o mercado. Mas, se tivermos mesmo de o mandar ir a um ou a outro, comece pela Manteigaria Silva, um ícone do comércio tradicional há mais de 100 anos, onde encontra presunto de porco preto vintage (60 meses de cura). 

+ Comer e beber no Time Out Market Lisboa

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Passear no Tejo à boleia da Oceanscape

O que é? Uma operadora de passeios no rio e no mar que ousou fazer diferente. Aqui, sobe-se a bordo do pequeno Noa Asiri, um barco de pesca tipicamente português, construído para servir como um “mini-lounge".

Porquê ir? Lanchas, cruzeiros, barcos à vela, autocarros anfíbios, caiaques, cacilheiros... O Tejo, pela sua dimensão, convida locais e visitantes a explorar o rio a bordo de uma série de embarcações, na sua maioria de recreio. Mas a da Oceanscape é diferente, permitindo ir a lugares onde as outras não chegam.

A não perder: Um mergulho na água salgada – e fresquinha – de Cascais.  

  • Compras
  • Chiado

O que é? A Bertrand é considerada a rede livreira mais antiga de Portugal e a livraria mais antiga do mundo, sendo que em 2018 integrou o programa municipal Lojas com História. Tem livraria e um café catita para passar tardes de volta da leitura. 

Porquê ir? Claro que pode encontrar uma loja da cadeia livreira em vários centros comerciais, mas nada se compara a entrar na do Chiado, considerada a livraria mais antiga do mundo pelo livro de recordes do Guinness e fundada em 1732 – só isto já é razão suficiente para pôr os pés nesta morada. Além da literatura local, oferece uma selecção razoável de romances ingleses, bem como guias e revistas estrangeiras, daquelas difíceis de encontrar noutras paragens. 

A não perder: Há uns anos, a livraria ganhou uma sala-café com petiscos dos autores que estão nas prateleiras e vinhos nacionais.

+ Para entrar e folhear, estas são as melhores livrarias em Lisboa

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  • Pastelarias
  • Bairro Alto

O que é? A melhor loja de pastéis de nata da cidade. 

Porquê ir? Pastéis de nata em Lisboa há muitos – bons, médios e, infelizmente, também maus. Em vez de desperdiçar calorias em erros, o melhor é ir directo à morada certa: o número 2 da Rua do Loreto. Trata-se de um prédio cuja construção remonta a 1900, com uma fachada Arte Nova que foi preservada. 

A não perder: Quando toca o sino, já sabe: uma nova fornada de pastéis de nata acabou de sair. Óptimos em qualquer altura, são melhores quando estão quentinhos. Também encontra Manteigarias noutras zonas da cidade, como o Time Out Market, a Baixa, Campo de Ourique, Belém, Parque das Nações ou Alvalade.

  • Compras
  • Princípe Real

O que é? Uma marca de beleza portuguesa, conhecida pelo famoso Creme de Rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925, agora sem parabenos. 

Porquê ir? As quatro lojas de rua em Lisboa, primeiro na Rua dos Bacalhoeiros e depois no Príncipe Real, na Lx Factory e no Chiado, seguem à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar “cozinha de beleza”. Essa tradição, que nasceu em 1925, ainda é o que era, mas está de cara lavada desde 2016, ano em que fizeram renascer a marca com uma nova imagem. As lojas são dos sítios mais instagramáveis da cidade pela arrumação impecável, pelas cores e pelo packaging de cada gama da marca.

A não perder: A família Benamôr foi crescendo ao longo dos anos. Uma das mais populares é a gama Nata, inspirada na pastelaria portuguesa e nos doces tradicionais, com extracto de ovo e canela. A linha é composta pelo creme de mãos, de corpo e bálsamo de lábios.

+ Deixe-se encantar pelas lojas mais bonitas de Lisboa

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  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

O que é? Estabelecido há mais de 80 anos por uma dupla germano-galaica, era inicialmente uma cervejaria que servia comida alemã. Três décadas depois, uma nova gestão remodelou o espaço para o aspecto que tem ainda hoje.

Porquê ir? Manual de conduta para comer na barra do Gambrinus: 1) comer sempre um croquete com mostarda da casa; 2) pedir a tulipa Gambrinus, uma cerveja mista muito boa; 3) não ignorar as amêndoas torradas; 4) esperar pacientemente pelas torradas de pão de centeio; 5) trincar um prego ou uma sandes de rosbife com tártaro; 6) assistir à preparação do café de balão – e bebê-lo, claro. Já tem pelo menos seis razões para ir, mas convém também decorar que às segundas é dia de empadão de perdiz, às terças de cozido à portuguesa, às quartas de pá de cordeiro no forno.

A não perder: Os croquetes? O prego? Ou serão os crepes suzette?

  • Noite
  • São Vicente 
  • Recomendado

O que é? A discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98.

Porquê ir? Em 2014, The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, algo que já estávamos fartos de saber. Tem duas pistas de dança e um terraço com vista rio, onde DJs residentes e artistas de renome internacional fazem suar os convivas, num ambiente hip e mui fotogénico. Mais na moda é impossível. Mesmo mais de 20 anos depois.

A não perder: Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante.

+ Discotecas em Lisboa. O roteiro para dançar até de manhã

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  • Coisas para fazer
  • Mercados e feiras
  • São Vicente 

O que é? O equivalente lisboeta ao madrileno El Rastro ou ao Portobello Market, em Londres. A Feira da Ladra nasceu no século XIII e andou de um lado para o outro na cidade, até fixar-se no Campo de Santa Clara em 1882.

Porquê ir? “Ó linda, venha ver que estão baratas” ou “disto não arranja em mais lado nenhum” são algumas das coisas que certamente vai ouvir quando passear pela Feira da Ladra. Aqui vende-se de tudo – velharias, objectos em segunda mão, roupa vintage e artesanato. Mas nem só de compras vive a Feira da Ladra: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional.

A não perder: Ponha o despertador para bem cedo e, à terça ou ao sábado, negoceie achadões no Campo de Santa Clara.

+ Traga a cesta ou o tote bag: estas são as melhores feiras e mercados em Lisboa

  • Museus
  • Belém

O que é? Um museu em Belém que resultou da fusão de três e que promete uma viagem pelos principais movimentos artísticos dos séculos XX e XXI.

Porquê ir? Lembra-se daquelas aulas de história em que aprendeu sobre Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Francis Bacon ou Andy Warhol? Estão lá todos e muito mais, numa colecção que inclui cerca de mil obras de mais de 500 artistas

A não perder: A exposição permanente, Uma deriva atlântica. As artes do século XX, espalhada por 12 núcleos, com um total de 270 obras de 170 artistas.

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  • Estrela/Lapa/Santos

O que é? Um bar e restaurante mesmo ao lado do Museu de Arte Antiga inspirado no filme Apanha-me se Puderes (Catch Me If You Can, no original), de Steven Spielberg. As cores são as da companhia de aviação da Pan Am e o menu é um convite a uma viagem, que se quer sem turbulência. 

Porquê ir? Pela mesma razão que durante anos e anos alfacinhas e turistas visitaram o antigo inquilino Le Chat, que lhe deu fama: a vista deslumbrante sobre o Tejo e a Ponte 25 de Abril. Os cocktails e a boa onda também são bons argumentos para uma visita.

A não perder: Os finais de tarde com DJ sets e os cocktails de assinatura. 

  • Atracções
  • Alcântara

O que é? Mercados, exposições, lojas, cafés e restaurantes. Há todo um mundo para descobrir nesta fábrica cosmopolita que alterou por completo a paisagem de Alcântara a partir de 2008, quando este complexo saído de 1846 reabriu portas. O projecto inicial já encolheu, entretanto, mas continua vibrante.

Porquê ir? Aqui pode cortar o cabelo, procurar pranchas de surf ou até dormir. É uma cidade de consumo dentro da cidade. Mas nada é deixado ao acaso neste complexo industrial tornado bairro trendy: os sítios para ler, fazer compras, comer e beber são escolhidos a dedo e vão fazê-lo perder (algum) amor à carteira.

A não perder: O mercado semanal. Reserve parte do domingo.

+ Da moda à decoração, as lojas onde vai querer entrar na Lx Factory

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  • Atracções
  • Marvila

O que é? Um pólo de lazer em Marvila dentro de um complexo de antigos armazéns vinícolas com 22 mil quadrados. Dentro deste espaço cabe um mundo inteiro de coisas para fazer – lojas, restaurantes, bares, galerias de arte, uma discoteca, salas de eventos, campos de padel, oficinas, terapias alternativas e artes performativas.

Porquê ir? Os fins-de-semana são especialmente animados por estas bandas, com uma agenda própria que pode ir acompanhando. Não vai faltar o que comer (do ramen do Sugoi aos tacos da Taqueria Paloma), e comprar (plantas da Planta Livre, roupa em segunda mão da Anomaly, colunas da Marshall...) nos intervalos.

A não perder: O Anjos 70 art&fleamarket dá vida ao 8 Marvila cerca de uma vez por mês, com artesanato tradicional, artigos vintage, ideias modernas e sustentáveis e até flash tattoos.

+ Das compras ao desporto: tudo o que pode fazer no 8 Marvila

  • Arte
  • Arte urbana

O que é? Nos últimos anos, Lisboa tornou-se uma das capitais mundiais da arte urbana.

Porquê ir? Vhils, Shepard Fairey, Bordalo II, Aka Corleone, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque num passeio alternativo pela cidade.

A não perder: Famoso pelo cartazes que desenhou para a campanha de Barack Obama, em 2008, Shepard Fairey juntou-se a Vhils para produzir um mural com o rosto de uma mulher em grande escala, na Graça. Combina o estilo de ambos e fica na Rua da Senhora da Glória. Já dentro de portas, vale a pena visitar a Underdogs. Nascida em 2010 num armazém colossal no Braço de Prata, esta galeria é casa (ainda que temporária) para alguns dos mais mediáticos artistas urbanos da actualidade. A Art Store, a irmã nascida em 2014 no Cais do Sodré, está também em Marvila, onde nasceu o espaço Capsule, para exposições de artistas emergentes.

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  • Hambúrgueres
  • São Sebastião

O que é? A melhor hamburgueria de Lisboa. Quando os alfacinhas achavam que estava tudo visto nesta matéria, apareceu o Ground Burger e deu uma lição a toda a gente.

Porquê ir? O que se passa no laboratório do restaurante, à vista dos clientes, é pura magia: 150 gramas de carne Black Angus, dentro de um pão de brioche feito ali mesmo, tostadinho por dentro, combinado com ingredientes de qualidade e acompanhado de onion rings. Qualquer um da ementa é bom, e casa bem tanto com os milkshakes XL como com as cervejas artesanais. Não deixe de provar os Crush Doughnuts, os dónutes artesanais que entretanto ganharam espaço próprio – mas que continuam disponíveis neste restaurante. 

A não perder: Obrigatório provar o Ground Burger, com cheddar, alface, tomate, cebola roxa e molho GB. A hamburgueria ganhou em 2024 uma nova morada em Santa Apolónia. 

  • Compras
  • Santa Maria Maior
  • Recomendado

O que é? Uma pequena loja histórica, inaugurada em 1930, com uma colorida panóplia de latas de conservas: sardinhas, atum, anchovas e pasta de peixe.

Porquê ir? A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo.

A não perder: Há três marcas da casa – Tricana, Prata do Mar e Minor – cada qual com a sua especificidade, que merecem ser conhecidas por todos os que se intitulam lisboetas.

+ Lojas históricas em Lisboa: velhas e boas

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  • Noite
  • Bares abertos de madrugada
  • Avenida da Liberdade

O que é? Recria o ambiente secreto dos speakeasies, os bares clandestinos surgidos em inícios do século XX, durante a Lei Seca, nos EUA.

Porquê ir? Na lista dos 100 melhores bares do mundo, o Red Frog, na Rua do Salitre, numa porta identificada com um sapo vermelho onde era preciso tocar à campainha para entrar, estava fechado desde Março de 2020, quando começou a pandemia. Na Primavera de 2021 reabriu dentro do outro bar do grupo, o Monkey Mash, num espaço bem mais pequeno e exclusivo, mas com o mesmo espírito e decoração de speakeasy. Convém reservar mesa.

A não perder: É impossível recomendar um cocktail, uma vez que a lista está em constante mudança.

  • Atracções
  • Campo de Ourique

O que é? O grande cemitério da parte ocidental de Lisboa. Destino final do eléctrico 28 e dos aristocratas da cidade, de artistas e de obras arquitectónicas de renomada assinatura.

Porquê ir? Constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, foi construído no período romântico, em 1833, por ocasião da epidemia de cólera morbus. Na Capela dos Prazeres encontra a antiga sala de autópsias e, desde 2001, o Núcleo Museológico. Alberga monumentos e criações de anónimos e de arquitectos da vanguarda oitocentista.

A não perder: A visita guiada pela última morada de uma série de personalidades.

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  • Atracções
  • Chiado

O que é? Um dos mais belos locais de culto da cidade, mandado edificar no final do século XVI. Foi a primeira igreja em Portugal da Companhia de Jesus, ligação que se manteve durante dois séculos; e foi uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo.

Porquê ir? Os estilos maneirista e barroco dominam a Igreja de São Roque, um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755, quase sem sofrer um arranhão. De tal forma que tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. O vínculo mantém-se até hoje, com a igreja a centralizar as atenções de turistas e não só.

A não perder: Além da visita ao espaço e das fotografias que vai querer tirar à sumptuosa decoração, conte com eventos pontuais, nomeadamente concertos.

  • Atracções
  • Parque das Nações

O que é? Um aquário gigante com milhões de litros de água salgada e uma série de inquilinos para conhecer com entusiasmo, entre águas temperadas, tropicais e frias.

Porquê ir? Num país com uma extensão de costa destas, e com uma tradição marítima que se perde nos tempos, era praticamente criminoso imaginar que o peixe só tem lugar no prato. Vai daí, em 1998 (é verdade, já foi em 1998) a exposição universal que aconteceu em Lisboa, no actual Parque das Nações, encontrou neste edifício um dos seus pontos altos.

A não perder: Para além da recomendável romaria à exposição permanente, conte com mostras temporárias, actividades múltiplas (que tal dormir com os tubarões?) e com um vaivém Oceanário que faz acções fora de Lisboa.

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  • Cervejaria artesanal
  • Marvila
  • Recomendado

O que é? Uma fábrica e um bar de torneiras abertas, onde se juntam cerveja artesanal, concertos e bons petiscos.

Porquê ir? A Musa, cervejeira artesanal, abriu em Marvila o seu primeiro pouso ao público em 2017. E continua a estar-se muito bem no bar-terraço, sobretudo quando a luz de Lisboa está no seu auge. É perfeito para um final de tarde entre amigos ou o começo de uma noite bem regada (a álcool e a música).

A não perder: Quer seja uma data – Carnaval, Natal, São Martinho ou o aniversário da Musa – quer seja outro dia qualquer, a programação desta cervejeira é animada, surpreendente e muito bem humorada. Vale a pena ficar atento às redes socias. 

  • Museus
  • Belém

O que é? Um museu de arte contemporânea em Belém. Parece um raio reflectido no rio e tem sido destino de romaria dos instagrammers alfacinhas desde o início.

Porquê ir? Um projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas  estrutura assinada pela britânica Amanda Levete marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém, que nunca mais pararam, claro. Como a visita não deve terminar aqui, recomenda-se que consulte as exposições programadas na agenda.

A não perder: A vista a partir do terraço na zona superior do edifício.

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  • Atracções
  • Torres e miradouros
  • Castelo de São Jorge

O que é? Podem ser um cliché para quem cá anda e um cartão de visita para os turistas, mas numa coisa todos estamos de acordo: as colinas de Lisboa proporcionam belas vistas. Numa delas mora o Miradouro das Portas do Sol, a ver o Tejo e os monumentos do bairro de Alfama.

Porquê ir? Porque quer fique registada na memória do seu telefone ou na memória da sua cabeça, a vista vale a pena.

A não perder: Instale-se nos pufs e descontraia. O bar deste mirante está integrado num edifício da premiada dupla de arquitectos Aires Mateus e é animado aos fins-de-semana por um DJ que põe toda a gente a dançar à volta da estátua de São Vicente de Fora, padroeiro de Lisboa.

+ Os melhores miradouros em Lisboa

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