Casa Fernando Pessoa
Gabriell Vieira
Gabriell Vieira

Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Da pintura às artes decorativas, estas são as obras de arte que tem de ver ao vivo, pelo menos uma vez na vida.

Mauro Gonçalves
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Lisboa pode não ter um Louvre, mas não é por isso que os seus acervos museológicos não guardam tesouros dignos de serem vistos ao vivo – e sem o mar de gente que, diariamente, circunda a pobre Mona Lisa. Da Arte Antiga aos autores contemporâneos, da pintura à escultura, passando ainda pelas artes decorativas e pela arte urbana, juntámos as obras de arte que (na nossa humilde opinião) tem de ver ao vivo pelo menos uma vez na vida. E nem sequer tem de apanhar um avião. Está tudo aqui, à mão de semear.

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As obras de arte que tem de ver em Lisboa

Calçada

Entre a Rua de São Tomé e a Rua dos Cegos (a caminho das Portas do Sol), em Alfama, Vhils deixou a sua primeira intervenção em calçada portuguesa, a partir de um convite do cineasta luso-francês Ruben Alves. Após o sucesso de A Gaiola Dourada, o realizador foi desafiado pela Universal France a criar um álbum com a nova geração de fadistas a cantar Amália. Foi assim que surgiu o projecto com Alexandre Farto (Vhils), os calceteiros de Lisboa, Celeste Rodrigues (irmã de Amália), Bonga, Caetano Veloso e fadistas como Ana Moura, Gisela João, António Zambujo e Ricardo Ribeiro. A imagem de Vhils fez a capa do disco e a nata dos calceteiros da cidade assentaram-na em pedras.

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É muita e muito dourada a talha que reveste a Igreja de São Roque. Lá dentro, o seu recanto mais notável é a Capela de São João Baptista, uma jóia feita de lápis-lazúli, ametista, ágata, alabastro, mármores preciosos, ouro, prata e mosaicos riquíssimos. No seu todo, uma obra de arte de uma posta à outra.

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  • Belém

Dizer que estamos perante um Ferrari do século XVIII é pouco. Este opulento coche barroco foi uma das três viaturas de tracção animal que compuseram o cortejo da Embaixada enviada por D. João V ao Papa Clemente XI, a 8 de Julho de 1716. Felizmente, tinham v de volta. O Coche dos Oceanos é, por isso, das coisas mais maximalistas (para não dizer espalhafatosas) que vai ver na vida. Uma vez dentro do Museu dos Coches, diríamos que não é preciso procurar muito – ele salta à vista.

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  • Ajuda

É a única coroa real portuguesa cujo paradeiro é conhecido. Está exposta ali para os lados da Ajuda, no Museu do Tesouro Real, e foi mandada fazer por D. João VI, no Brasil, em 1817. É feita em ouro maciço e, desde então, foi a coroa usada na aclamação dos reis portugueses, até ao fim da monarquia – nunca na cabeça, sempre pousada ao lado.

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  • São Sebastião

Obra seminal de Paula Rego, O Anjo é um daqueles quadros em frente ao qual vale a pena demorar mais um pouco. Foi pintado em 1998 com uma imagem feminina no centro. Era um dos quadros favoritos da artista e foi adquirido em 2022 pela Fundação Calouste Gulbenkian. Actualmente, está exposto no Centro de Arte Moderna, integrado na exposição de longa duração da colecção Gulbenkian.

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  • Alfama

A obra-prima de José Malhoa está exposta no Museu do Fado por óbvias afinidades com o seu conteúdo, mas é na verdade um empréstimo do Museu de Lisboa. Tal como o Pessoa de Almada Negreiros, também Malhoa pintou dois quadros – um em 1909 e outro no ano seguinte. Mas só um século depois, em 2010, é que a Sociedade Nacional de Belas Artes conseguiu a proeza de expor, pela primeira vez, as duas pinturas lado a lado. A que hoje continua exposta publicamente é a de 1910.

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  • Estrela/Lapa/Santos

É mais o que não sabemos do que aquilo que sabemos sobre os famosos painéis. O restauro de 1910 dá origem à publicação da primeira grande obra de análise desta peça, assinada pelo primeiro director do Museu Nacional de Arte Antiga. José de Figueiredo relaciona-a com o pintor régio de Afonso V, Nuno Gonçalves, e com o retábulo de São Vicente, da Sé de Lisboa. No campo das certezas, sabemos que esta obra-prima da pintura portuguesa é, na verdade, um políptico de seis tábuas. O referido museu fechou para obras em Setembro de 2025. A reabertura é estimada para o segundo semestre de 2026, com o painel também ele restaurado.

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  • Belém

Quem acorda um dia e sente um desejo súbito de ver pop art sabe bem onde é que tem de se dirigir. As colecções que o MAC/CCB alberga, sobretudo a Colecção Berardo, são ricas em exemplares deste movimento artístico do século XX. Pater é um quadro inequívoco quanto à sua autoria. É de Jean-Michel Basquiat.

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  • Campo de Ourique

Afinal, quantos quadros de Fernando Pessoa à secretária pintou Almada Negreiros? Dois. Depois da primeira versão, em 1954, para o restaurante Irmãos Unidos, a Gulbenkian, onde hoje mora um dos exemplares, encomendou uma segunda pintura, passados dez anos. O primeiro reside, naturalmente, em Campo de Ourique, na Casa Fernando Pessoa.

Mais museus em Lisboa

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Novos exemplares arquitectónicos, com linhas que apelam ao fotógrafo que vive dentro de cada um de nós, ou clássicos que nos convidam a verdadeiras viagens no tempo. Deixamo-lo com uma visita guiada aos melhores museus da cidade, dando-lhe razões para descobrir ou redescobrir endereços obrigatórios e ideias para explorar colecções surpreendentes e que, por vezes, passam despercebidas.

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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte.

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