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20 restaurantes abertos ao domingo em Lisboa

No fim-de-semana gosta de sair para comer bem? Descubra alguns restaurantes abertos ao domingo em Lisboa.

Cláudia Lima Carvalho
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É, de forma muito justa, o dia habitual de descanso de muitos negócios na restauração – afinal, todos merecem uma pausa digna. Ainda assim, são muitos os restaurantes abertos ao domingo (grande parte destes que lhe apontamos também estão à segunda-feira). Apontamos 20, mas podiam ser mais – e talvez venham a ser. Queremos, por agora, que não se afunde numa lista interminável. Dos brunches às mariscadas, da comida do mundo à tradicional portuguesa, há muito por onde escolher. O ideal, porém, é que faça reserva porque já foi mais fácil conseguir uma mesa na cidade. Eis 20 restaurantes abertos ao domingo em Lisboa

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Restaurantes domingueiros

  • Lisboa

Tem sido agitada (ou atribulada) a vida de Honda – "um homem grosso como um boxeur, fita turca branca na cabeça e óculos Ray Ban de massa" – desde que Alfredo Lacerda primeiro escreveu sobre o seu ramen, ainda num minúsculo restaurante na zona da Estefânia quando lhe deu quatro estrelas. Dali mudou-se para uns números ao lado, numa troca de espaço pouco amistosa, e no último ano acabou a estabelecer-se na Rua de São Lázaro. O Honda’s Ramen chama-se hoje Hachiko Ramen by Honda com um aviso de que este é o "real Honda's Ramen". Nepalês de origem, foi no Japão que Honda aprendeu a arte do ramen. E não vacila, como prova o tonkotsu. "O caldo é espumoso e denso, a barriga de porco (chasu) desfaz-se, a massa estica sem partir. Coisa rara", garante o crítico da Time Out.

  • Princípe Real
  • Recomendado

Restaurantes de comida tradicional há muitos, nem tantos a abrir, e poucos com um chef com nome feito na praça a dar-lhe forma. É isso o Pica-Pau, um restaurante que bebeu das receitas de Maria de Lourdes Modesto, em pleno Príncipe Real e com Luís Gaspar, da Sala de Corte e do Brilhante, aos comandos. De segunda a sexta-feira há pratos fixos do dia a 16€. Aos domingos, o prato estrela é o cabrito com arroz de forno (22€). 

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  • São Vicente 
  • Recomendado

A zona está em estado de sítio devido às obras que tomaram conta de Santa Apolónia, mas a verdade é que o Casanova se mantém de pedra e cal num cais aonde chegou quando só o Lux existia – duas décadas depois, curiosamente, a discoteca e a pizzaria são dos únicos residentes. As pizzas, essas, mantêm-se motivo de romaria seja a que dia de semana for. Hoje não parece nada de extraordinário, mas é sempre bom lembrar que em 2000, quando Maria Paola Porru abriu o Casanova, não era assim tão comum encontrar boas pizzas, de massa fina e estaladiça, feitas em forno de lenha – e, apesar da massificação, ainda não é. 

  • Mexicano
  • Bairro Alto

Depois do sucesso na Linha, em São Pedro do Estoril, o Paco Bigotes instalou-se também em Lisboa, com um restaurante em tudo parecido à casa-mãe. Fica em pleno Bairro Alto, a dois passos do Chiado. Está disfarçado, mas nem por isso escondido. O menu, esse, é exactamente o mesmo, das tostadas aos tacos que tanto têm fidelizado clientes. Está aberto todos os dias.

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  • Cascais

Em plena Avenida Valbom, dificilmente haverá alguém em Cascais que não conheça a Casa da Pérgola, uma bonita mansão centenária protegida por um jardim. Do lado de fora do portão, sempre se tiraram fotografias à fachada, que se destaca também pelos azulejos pintados à mão, mas foram raras as vezes em que se transpôs essa barreira, mesmo que ali exista um pequeno hotel com apenas 12 quartos. Até agora. O Bougain Restaurant & Garden Bar abriu fica no piso térreo, com uma esplanada que ocupa de forma discreta o jardim e onde se está muito bem. A carta é de clássicos, o serviço atento. Uma boa escolha para um domingo.  

  • Chiado/Cais do Sodré

A cevicheria da Bica nasceu de dois amores – o da lusa-alemã Katharina Goyke e do chileno Matías de Araujo um pelo outro, mas também pela comida peruana. No Choclo, a estrela é, claro, o ceviche, como o tradicional, com peixe branco do dia (cortesia do Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré), leite de tigre, milho peruano e batata doce; mas também algumas criações do chef, como o nikkei, com toques asiáticos, e que leva atum, leite tigre yuzu-ponzu, alga wakame, feijão edamame, amendoim japonês e abacate.

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  • Campo de Ourique
  • Recomendado

O mais difícil quando restaurantes bonitos abrem portas é, muitas vezes, provar o que valem. Ainda mais quando na carta se apresentam com clássicos da nossa gastronomia, sem nomes de peso na cozinha. É nesse campeonato que o Teimar, dos mesmos donos do Cortesia, não muito longe, se posiciona. É uma cervejaria moderna que apostou tanto na decoração como na cozinha .Tudo é passível de ser partilhado, mas mesmo assim a carta divide-se entre entradas, onde estão as amêijoas à bulhão pato ou as gambinhas ao alho, e principais, onde se destaca um arroz meloso de carabineiro, feito no lume e acabado no Josper.

  • Hambúrgueres
  • São Sebastião

O nome não deixa margem para dúvidas. Há qualquer coisa (ou muito?) de asiático nesta hamburgueria que chegou a Portugal depois de ter feito sucesso na Alemanha, onde tem já quatro restaurantes (há também quatro em França, um na Suíça, um na Arábia Saudita e outro no Qatar). A ideia é servir hambúrgueres com ingredientes e receitas asiáticas. Desde os clássicos cheeseburgers a receitas mais ousadas, como o Chilli Lemon, uma proposta tailandesa, ou o Bulgogi, uma receita coreana.

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  • Chiado

Beber um copo e comer umas ostras, ou até um clássico da casa, o niguiri de sardinha assada, é mais fácil no Sea Me Next Door, que abriu umas portas ao lado do Sea Me (o nome não é um acaso). Se na casa-mãe, a ideia é deixar-se estar e descobrir o peixe para além do marisco, neste espaço o marisco e os petiscos são as estrelas. É perfeito para refeições rápidas sem hora marcada, já que a cozinha nunca fecha. O ambiente é descontraído, a fazer lembrar quase uma cabana de pescadores.

  • Avenida da Liberdade
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Não será exagero dizer que há um antes e um depois do JNcQUOI em Lisboa. Se hoje são muitos os restaurantes bonitos, cheios de onda, com balcões vistosos, em 2017 não era bem assim. E é preciso acrescentar a qualidade da comida porque com o Amorim Luxury Group não há nada deixado ao acaso e investe-se o que tiver que se investir para se proporcionar a melhor experiência. António Bóia, chef executivo do grupo, é um zelador da cozinha tradicional, mas nem por isso deixa de acrescentar à carta propostas internacionais – e agora conta com a ajuda de Filipe Carvalho, ex-Fifty Seconds. Entre o restaurante, onde se destaca o esqueleto de um velociraptor, o Delibar com um balcão com 48 lugares e a esplanada, há menus distintos, mas uma das mais-valias é o facto de tudo poder ser pedido em todo o lado. A qualquer hora, em qualquer dia da semana.

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  • Frutos do mar
  • Belém
  • Recomendado

Nesta altura do campeonato já saberá que a Nunes Real Marisqueira é uma casa renovada – e que renovação. Pode dizer-se que a marisqueira subiu de nível em tudo. O espaço é bem maior, a decoração é mais vistosa (os tons dourados, que reluzem, a sereia que, quando se entra, parece esconder um aquário enorme, sofás de veludo espaçosos, frisos e colunas, candeeiros únicos), a cozinha passou a estar aberta à sala e a carta evoluiu, sem deixar de fora os clássicos. O marisco nacional continua a ser a aposta central, com a lagosta à basca a destacar-se, mas o caviar passou a fazer também parte da ementa.

  • Santos

Quando os irmãos Lourenço e António Mello abriram a do Beco, já tinham alugado um espaço em Santos, que iria acolher a sua primeira padaria. Mas com atrasos nas obras, acabaram por abrir primeiro em Arroios. Em Outubro, deram, finalmente, a conhecer o segundo espaço, que é bem mais espaçoso e luminoso. O grande destaque vai para a cozinha visível da sala, onde se fabrica toda a pastelaria. Aqui, tanto a carta, como os objectivos da marca continuam a ser os mesmos – qualidade, simplicidade e o toque português. Com as novas estações, chegam sempre novos pratos.

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  • Frutos do mar
  • Intendente
  • Recomendado

"Onde é que se come uma boa mariscada em Lisboa?" A resposta imediata é, quase sempre: "Ramiro". Seja à hora que for, o mais provável é ter de esperar por mesa, mas não se preocupe que o serviço é rápido e está cada vez mais eficiente. À porta, ainda antes de entrar, é preciso tirar uma senha e aguardar que o número seja chamado com a indicação da sala onde se poderá sentar. Uma vez à mesa, é mandar vir. Dos percebes aos lagostins, das amêijoas à sapateira, é tudo bom. No final, não saia sem pedir um prego para a sobremesa.

  • Coisas para fazer
  • Cais do Sodré

Aos domingos (e nos outros dias, vá) é difícil bater o Time Out Market. Afinal, são vários os restaurantes debaixo do mesmo tecto. E não são uns restaurantes quaisquer, mas sim os melhores da cidade, escolhidos a dedo por nós. Há pizzas e hambúrgueres, marisco, cozinha de chef, de tacho e do mundo. É perfeito para agradar a todos – até nas sobremesas e no copo a variedade é grande.

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré
  • Recomendado

Dois anos depois de ter saído do Praia no Parque, Lucas Azevedo voltou com um restaurante sem rótulos. No Ryoshi, não há praticamente sushi – e salmão nem vale a pena pensar nisso. Tudo o que há na carta a esse respeito são os niguiris com peixe do dia. É, no entanto, a katsu sando, cujo ingrediente principal só costuma ser revelado depois de devorada, que tem dado que falar. Há um ano de portas abertas, o restaurante está agora aberto todos os dias (domingo e segunda-feira, inclusive).

  • Belém
  • Recomendado

Depois de ter saído do Feitoria e de ter andado a percorrer o país com o seu Residência, João Rodrigues assentou na Rua da Junqueira com um restaurante descomplicado, focado no produto e que se tornou um sucesso instantâneo (mérito do chef). À entrada, fica a montra de carne, peixe e marisco para serem pedidos e feitos a gosto, multiplicando as possibilidades disponíveis na carta. Acresce que ao almoço há sempre dois pratos do dia. O restaurante está aberto todos os dias e a cozinha nunca fecha.

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  • Grande Lisboa

Foram anos e anos ao abandono, um mono à beira-mar, em plena estrada do Guincho. Foi palco de treinos ao ar livre, piqueniques e sessões fotográficas, mas também alvo de pichagens e vandalismo. O Raio Verde é hoje o Maré, restaurante de José Avillez. A carta aposta na contemporaneidade, homenageando ainda assim a tradição. Para beber, há cocktails de autor que já se conhecem de outras casas. Na comida, são várias as apostas. Tanto se pode começar a refeição com um cone de atum com soja picante ou uma corvina marinada com cebola roxa e abacate, como por umas tradicionais ameijoas à Bulhão Pato e umas bruxinhas de Cascais. Há petiscos e saladas e pratos de grelha, mas com um twist. Sempre com vista para o mar, com a curiosidade de numa sala o ambiente ser mais descontraído do que noutra, à medida de qualquer ocasião.

  • Grande Lisboa
  • Recomendado

O Corrupio nasceu, no final de 2022, sabendo ao que vem, apostando no receituário português, com a escolha a dedo dos seus produtos, e no casamento com os melhores vinhos. O balcão é a peça central, a essência do espaço. Assinado pelos Pedrita, também responsáveis pelo painel na parede, não tem um lugar igual, nem um traço que se repita. Já a carta, é perfeita para ser partilhada, destacando-se pratos de conforto como a corvina com arroz fresco de limão e coentros ou o arroz de cabrito com enchidos e laranja. Não deixe de perguntar por pratos fora da carta porque há sempre uma surpresa ou outra.

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  • Chinês
  • Lisboa

Quando no final de 2019 fizemos o balanço da década (2010-2020), não hesitámos em destacar a existência do Macau Dim Sum de Oeiras “porque nunca houve outro restaurante chinês que fizesse tão bem dumplings para o povo”. De lá para cá, foram surgindo bons exemplares na cidade, mas o Macau Dim Sum continua a ter um lugar entre as nossas preferências. Este irmão mais novo que abriu em 2015 entre Campo de Ourique e as Amoreiras, pelo menos, não nos tem desiludido com a sua comida de Cantão.

  • São Vicente 
  • preço 4 de 4

Ninguém respira tanto a sua terra como Vítor Adão. O chef saiu de Chaves já há um bom par de anos, mas nem por isso esquece as raízes. Pelo contrário, no Plano, o restaurante de fine dining escondido na Graça, dá palco a muitos produtores da zona. Nos pratos conta-nos as histórias da terra e das suas gentes, interpreta-as, dá-lhes a assinatura, sempre com o máximo respeito pela tradição. O menu de degustação é uma viagem que, na verdade, se alonga por todo o país. Para uma versão mais descontraída disto tudo, o chef tem ainda o Planto, onde, com a ajuda de Mateus Freire, continua a olhar para o receituário tradicional com pratos que conhecemos bem.

Ao domingo, também há

  • Chinês

Lisboa é um caldeirão de nacionalidades e, felizmente para nós que aqui vivemos, são cada vez mais os restaurantes do mundo. No que à cozinha chinesa diz respeito, há muito que os restaurantes nos dão mais do que os habituais buffets que fazia furor anos 1990 e 2000. Hoje, a cidade é casa de espaços que trazem autenticidade e inovação, com menus que percorrem a diversidade gastronómica das várias regiões da China. Sem clichés, estes restaurantes chineses em Lisboa não são apenas uma refeição – são uma autêntica viagem. Vá à confiança, mesmo que nem sempre saiba bem o que está a pedir.

Cura para constipações e ressacas, aconchego em dias frios, comida de conforto. O ramen ganhou espaço na cena gastronómica lisboeta e há cada vez mais sítios na cidade que o fazem bem – tenha atenção às armadilhas e não se deixe iludir pela decoração animada. O ramen ancestral é um trabalho de muita dedicação e horas. É feito com um caldo consistente, com carne de porco, vaca ou peixe, ao qual se juntam vegetais, ovos, legumes e claro, os noodles (se forem caseiros, ainda melhor). 

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